(Assista) Randolfe Rodrigues também comenta a transmissão ao vivo que fez com Kim Kataguiri, coordenador do MBL, e defende diálogo com diferentes setores da... Precisamos de 50 votos para consolidar o afastamento de Bolsonaro, diz Randolfe Rodrigues

(Assista) Randolfe Rodrigues também comenta a transmissão ao vivo que fez com Kim Kataguiri, coordenador do MBL, e defende diálogo com diferentes setores da política contra Jair Bolsonaro

Por Rafael Bruza

Em entrevista à TV Democracia nesta segunda-feira (20), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que faltam 50 votos no Congresso Nacional para gerar o afastamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Randolfe também declarou que é mais rápido destituir Bolsonaro através de uma acusação de crime comum, com ação penal correndo pelo Judiciário com eventual autorização do Congresso, do que com um processo de Impeachment no  legislativo.

Tanto em um Impeachment, quanto por denúncia de crime comum proveniente do Judiciário, é preciso apoio de dois terços da Câmara dos Deputados – equivalente a 342 votos – para destituir o presidente.

“Somando o grupo mais próximo de Rodrigo Maia com os setores mais declarados de oposição, nós temos 292 votos. Para 342, nós precisaríamos de 50 votos, que estão no centrão. Aí é trabalho que deve ser feito com pressão popular”, afirma Randolfe Rodrigues.

O senador também declara que a denúncia contra Bolsonaro por crime comum é o caminho mais “abreviado” para afastar Bolsonaro.

“Embora eu seja autor de um dos pedidos de Impeachment e tenhamos 20 pedidos tramitando na Câmara para apreciação do presidente (Rodrigo Maia), eu aposto que o caminho menos tortuoso é o acatamento da denúncia”, afirma.

Randolfe Rodrigues, porém, acredita que o Congresso não irá debater pedidos de Impeachment ou denúncia do Judiciário, “num momento em que a curva da pandemia está crescendo”.

“Eu creio que a partir de julho, se Deus quiser, a curva da pandemia estará diminuindo e nós poderemos de julho ou agosto retornar para Brasília. Retornando, teremos o espaço e o ambiente para vir pressão popular das ruas e ao mesmo tempo, conseguirmos a apreciação”, declara.

Live com Kim Kataguiri e diálogo com diferentes setores

Ainda na entrevista, Randolfe Rodrigues comentou o evento “Janelas Pela Democracia”, realizado nesta terça-feira (19), por cinco partidos de oposição (PDT, PSB, Rede, PV e Cidadania).

“Eu sou favorável a uma frente mais ampla que isso (construída no evento Janelas Pela Democracia). Temos que dialogar com os setores mais à esquerda e mais à direita ainda. Temos que conversar com o PSDB”, afirma Randolfe.

O senador defende o diálogo de partidos de esquerda com diferentes setores da política nacional e comentou a transmissão ao vivo que ele realizou na semana passada com o deputado federal e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri (DEM-SP).

“Eu tive um dia desses, uma live com o Kim (Kataguiri, coordenador do MBL). Ele disse em uma altura da live, diz: ‘olha, o Bolsonaro me faz dialogar com o Randolfe’. A minha recíproca é a mesma. Bolsonaro é o que tem de pior no exercício de Governo hoje no Brasil. Não aceito a qualificação de Jair Bolsonaro e de boa parte de seus ministérios num espectro da política de esquerda e direita. É algo pior do que isto. É a arquiterura do mal no exercício do poder”, afirma o senador. R

andolfe demonstrou indignação com a piada que Jair Bolsonaro fez sobre uso da cloroquina e da Tutbaína, no dia em que o Brasil teve 1.179 mortes confirmadas em 24h.

“Alguém que banaliza mortes, que trata mais de mil mortes em um dia, de brasileiros, com desdém e piada, como ele fez ontem, não pode ter qualquer tipo de trato no ambiente da política. É uma questão civilizatória enfrentá-lo”, dispara.

O senador ainda pede aproximação de setores de esquerda e oposição com setores da sociedade civil.

“O importante do ato (Janelas Pela Democraci) foi isto. Já uniu 5 partidos bem distintos. E nós temos que daí avançar para outros, não só para partidos, como também para movimentos sociais, artistas, intelectuais e para a sociedade de fato, que está mobilizada no dia a dia. Este que foi outro dado importante no ato de ontem: contou com a presença de artistas, economistas, intelectuais… O meu sentimento de superação deste momento é que só pode ser assim, com uma mobilização amplíssima da sociedade brasileira”, declara.

 

Fabio Pannunzio

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