A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a Operação Transoceânica nesta quarta-feira (16). Entre os alvos dos 12 mandados de... Prefeito de Niterói (RJ) é alvo de Operação da PF e do MPF

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram a Operação Transoceânica nesta quarta-feira (16).

Entre os alvos dos 12 mandados de busca e apreensão estão o prefeito de Niterói (RJ), Rodrigo Neves (PDT-RJ) e o cineasta René Sampaio, dono de uma produtora de filmes que presta serviços à prefeitura da cidade fluminense e diretor do filme “Faroeste Caboclo”.

Os mandados foram autorizados pelo Tribunal Regional Federal (TRF), que também determinou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.

Mais de 50 policiais federais participam da Operação, que cumpre oito mandados no Rio de Janeiro e quatro em São Paulo.

Rodrigo Neves, que está no segundo mandato como prefeito de Niterói, já foi preso em 2018.

Na ocasião, ele foi acusado de envolvimento em um esquema criminoso que desviou R$ 10 milhões em contratos de transporte da prefeitura.

Neves foi solto em 2019 e negou a denúncia.

Desdobramento da Lava Jato, o nome da operação de hoje (16) é uma referência às obras superfaturadas do BRT Transoceânica que liga o Centro à Zona Sul de Niterói e também investiga possíveis irregularidades em contratos de publicidade.

Os prejuízos aos cofres públicos são estimados em mais de R$ 34 milhões.

Segundo o MPF, apesar de pareceres técnicos em contrário, conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) aprovaram as obras do BRT, um corredor exclusivo de ônibus.

Eles teriam recebido cerca de R$ 200 mil de propina em 2014, em reunião realizada na sala da presidência do TCE-RJ, no Centro do Rio.

Os repasses equivalentes a 1% do valor das obras teriam sido acertados entre o prefeito de Niterói, o então conselheiro do Tribunal, Aloysio Nunes e o empresário Ricardo Pessoa.

As informações constam das delações premiadas do publicitário Renato Pereira e do ex-presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes de Carvalho, que foram homologadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Carvalho disse que Aloysio Neves confirmou que Pessoa ganharia a licitação e que propinas seriam pagas aos conselheiros e Pereira afirmou que houve direcionamento da licitação.

Em nota, a prefeitura de Niterói declarou que o prefeito “nunca foi ouvido ou convidado a prestar qualquer esclarecimentos sobre quaisquer assuntos” e que a ação de hoje (16) é “abusiva, típica de regimes autoritários”.

A prefeitura disse que apenas o celular pessoal de Neves foi apreendido e que ele não tem automóvel ou objeto de valor e que ele não teve informações sobre do que se trata a Operação.

A nota ainda informa que as obras do BRT “foram concluídas há tempos, cumprindo o planejamento e melhoraram muito a qualidade de vida dos niteroienses. A prestação de contas detalhada foi concluída e aprovada por órgãos de acompanhamento e financiamento, como a Caixa Econômica Federal. Todas as informações sobre a obra estão disponíveis no Portal de Transparência. O planejamento e a execução da obra foram feitos com custo menor do que todos os projetos similares, no Brasil e na América do Sul”.

Equipe TV Democracia

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