A Argentina estendeu a quarentena até 17 de julho e endureceu as regras de confinamento da província de Buenos Aires, epicentro do coronavirus no... Presidente da Argentina cita o mau exemplo do Brasil no combate ao Covid-19


A Argentina estendeu a quarentena até 17 de julho e endureceu as regras de confinamento da província de Buenos Aires, epicentro do coronavirus no país e onde a velocidade do contágio ameaça colocar em colapso o sistema de saúde.

Na província de Buenos Aires, haverá maior controle de acessos, mais testes e só poderão funcionar os serviços essenciais. O uso dos transportes coletivos será limitado aos trabalhadores destes serviços. A população não poderá mais exercitar nos espaços públicos nem passear de carro sem que tenha uma licença especial, entre outras regras de isolamento social.

A decisão foi anunciada em rede nacional, nesta sexta-feira (26), pelo presidente Alberto Fernández junto com o governador da província, Axel Kiccilof e o prefeito de Buenos Aires, Horácio Rodríguez Larreta, ambos da oposição. Ao contrário do que acontece no Brasil, a pandemia uniu governo e oposição na Argentina.

Segundo dados do ministério da Saúde, o número de mortes causadas pelo coronavírus subiu hoje para 1.167 enquanto o número de casos confirmados saltou para 52.457.

Fernández pediu para a população manter a calma e não se irritar com o que chamou de remédio (a quarentena).”Temos que ficar bravos com a doença. Tudo isso que acontece conosco é um produto de pandemia. O isolamento gera tédio, raiva, desconforto, não poder abraçar o ente querido nos adoece, mas estamos cuidando da vida. A economia está se deteriorando, mas a economia está se recuperando e o que, infelizmente, não vamos recuperar são os mil argentinos que nos deixaram.”

Ele usou o Brasil como exemplo do que não se deve fazer para combater o coronavírus. “Pense que o Brasil hoje tem mais de 50.000 mortes e tem cinco vezes o número de habitantes que a Argentina. Se seguisse o ritmo do Brasil, a Argentina teria 10.000 mortes. Perceba que o esforço que fizemos entre outros todos teve muito senso”, disse o presidente argentino.

Sobre a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), de uma queda de 9,9% no Produto Interno Bruto (PIB) argentino em 2020, Fernández comparou com a situação de outros países.

“Eles (FMI) tem Itália, Espanha, México, Reino Unido, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Argentina, países que tinham um critério diferente de quarentena. No entanto, os resultados (econômicos) são exatamente os mesmos da Argentina. Agora, quando você olha para os mortos, a Argentina se distingue dos demais. O quero dizer com isso? Que o problema econômico não está na quarentena. É a pandemia que afeta a todos igualmente”, completou.

Equipe TV Democracia

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