A tragédia da explosão no porto de Beirute completa uma semana nesta terça-feira (11). Uma vigília homenageou as vítimas. Pelo menos 220 pessoas morreram,... Presidente e Premiê do Líbano sabiam dos riscos do material explosivo no porto de Beirute

A tragédia da explosão no porto de Beirute completa uma semana nesta terça-feira (11). Uma vigília homenageou as vítimas. Pelo menos 220 pessoas morreram, há dezenas de desaparecidos e mais de 6 mil feridos. Cerca de 6 mil prédios foram destruídos ou danificados.

Novos confrontos entre a população e forças policiais ocorreram hoje (11) na capital libanesa.

Segundo a agência Reuters, um documento reservado entregue no dia 20 de julho alertou o presidente do Líbano, Michel Aoun (foto) e Hassan Diab, que ontem (10) renunciou ao cargo de primeiro-ministro, sobre o risco de explosão das 2.750 toneladas de nitrato de amônio armazenadas num terminal portuário.

O relatório concluiu uma investigação judicial iniciada em janeiro que determinava a guarda dos produtos químicos em condições mínimas de segurança e que havia o perigo de que esse material, se roubado, pudesse ser usado em um ataque terrorista.

Uma fonte anônima envolvida na redação do documento disse à Reuters, que avisou o presidente e o premiê que “o material poderia destruir Beirute”.

Na semana passada, Aoun confirmou que sabia sobre as toneladas de nitrato de amônio e que havia ordenado o secretário-geral do Conselho Supremo de Defesa para “fazer o que fosse necessário”: “Não sou o responsável! Não sei onde (o material) foi guardado e não sabia o quão perigoso era. Não tenho autoridade para lidar diretamente com o porto. Há uma hierarquia e todos aqueles que tinham conhecimento deveriam saber seus deveres para fazer o que precisava ser feito”.

O governo prendeu 16 pessoas ligadas à administração do porto. Elas estão em prisão domiciliar desde quarta-feira.

As toneladas da substância química utilizada na fabricação de fertilizantes e explosivos foram trazidas de navio de uma fábrica da Geórgia e estavam armazenadas em Beirute desde 2013. Por razões desconhecidas, deveriam ser transportadas para Moçambique, mas ficaram no Líbano.

O Exército rejeitou o material e sugeriu que ele fosse transferido ou vendido para uma empresa particular, a Lebanese Explosives.

A reconstrução da capital libanesa deve custar cerca de US$ 15 bilhões (R$ 82,2 bilhões).

Amanhã (12), um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) embarca para Beirute levando 5,5 toneladas em equipamentos, remédios e outros suprimentos para as vítimas da tragédia.


A missão será chefiada pelo ex-presidente Michel Temer, que conseguiu autorização do juiz Marcelo Bretas, responsável pelos casos da Lava Jato no Rio de Janeiro. Temer é réu em dois processos e não poderia viajar para o exterior.

A missão contará ainda com mais 12 pessoas. Entre elas, outro descendente de libaneses, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

Equipe TV Democracia

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