As duas principais autoridades do estado do Rio, o governador afastado Wilson Witzel (PSC-RJ) e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) enfrentam processos de impeachment.... Processo de impeachment de Witzel poderá avançar hoje na Alerj: Crivella também é alvo de pedido de afastamento na Câmara

As duas principais autoridades do estado do Rio, o governador afastado Wilson Witzel (PSC-RJ) e o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) enfrentam processos de impeachment.

A situação mais avançada é a de Witzel.

Nesta quinta-feira (17), a comissão processante decide se aprova o parecer que pede a continuidade do processo na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Witzel foi afastado do governo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ele é um dos réus da Operação Tris In Idem, que investiga desvios de recursos públicos na administração fluminense.

O governador em exercício, Cláudio Castro (PSC-RJ), também é um dos investigados.

Witzel teria recebido propina de R$ 554,2 mil através de contratos fictícios de prestação de serviços do escritório de advocacia da mulher dele, Helena Witzel.

O ministro do STJ, Benedito Gonçalves, que aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), disse que o governador afastado lidera “uma sofisticada organização criminosa”.

As apurações descobriram irregularidades na contratação de hospitais de campanha – a maioria nem chegou a ficar pronta, respiradores e medicamentos para o combate da pandemia do coronavírus.

O processo de impeachment foi aberto na Alerj por unanimidade.

Nesta fase, a comissão formada por 25 deputados precisa de um quórum mínimo de 13 para dar prosseguimento ao processo.

Se o parecer for aprovado, a votação final no plenário poderá acontecer na semana que vem.

Já a situação de Crivella é mais tranquila.

Apesar de ter sido alvo de quatro pedidos de impeachment, por ter maioria na Câmara Municipal, os processos nunca seguiram adiante.

O último dele, sobre o caso dos “Guardiões do Crivella”, funcionários públicos que tinham como função atrapalhar o trabalho da imprensa nas unidades de saúde, foi arquivado no começo do mês.

Nesta terça-feira, o PSOL apresentou pedido de afastamento do prefeito com base nas investigações do MP-RJ sobre o “QG da Propina”, o desvio de recursos públicos da administração municipal.

Para abertura do processo de impeachment é necessário o voto da maioria dos vereadores presentes.

A Câmara é formada por 51 parlamentares, a maioria faz parte da base aliada de Crivella.

Equipe TV Democracia

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