Com atraso de mais de um mês, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou o novo presidente dos EUA, Joe Biden, em comunicado divulgado... Putin reconhece vitória de Biden: agora faltam Trump, Bolsonaro…

Photo by Adam Schultz / Biden for President


Com atraso de mais de um mês, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou o novo presidente dos EUA, Joe Biden, em comunicado divulgado pelo Kremlin nesta terça-feira (15).

“De minha parte, estou pronto para uma colaboração e para estabelecer contatos com vocês. Desejo sucesso ao presidente eleito e assegurou-lhe que está convencido de que a Rússia e os Estados Unidos podem, apesar de suas divergências, resolver numerosos problemas e desafios no mundo”.

Durante a campanha, Biden prometeu jogar duro contra a Rússia, acusada de interferência no sistema eleitoral americano para favorecer a eleição de Trump em 2016.

O presidente derrotado na eleição do dia 3 de novembro sempre negou que tenha se beneficiado de qualquer tipo de ação russa.

Depois de Putin, finalmente, o presidente do México, López Obrador, reconheceu hoje (15) a vitória de Biden confirmada pelo Colégio Eleitoral.

“Uma vez que esse processo acabou, pela noite, enviei uma carta ao senhor Biden, presidente eleito pelos Estados Unidos da América”.

O presidente mexicano citou os esforços do democrata em favor dos imigrantes e prometeu trabalhar ao lado dele para que consigam promover o desenvolvimento regional.

“Dessa maneira, ninguém será obrigado a abandonar seu lugar de origem e vai poder viver, trabalhar e ser feliz com sua família, entre sua gente, com sua cultura. Assim conseguiremos construir a solução definitiva para os fluxos migratórios desde, e através do México, para os EUA”.

Durante o governo Trump, um muro começou a ser construído na fronteira dos dois países e houve prisões e deportações em massa de imigrantes ilegais vindos da América Latina.

Trump e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ainda não reconheceram a vitória da chapa democrata Joe Biden-Kamala Harris, que toma posse no dia 20 de janeiro.

Nesta segunda-feira (14), o Colégio Eleitoral dos EUA ratificou o triunfo democrata por 306 votos a 232.

À noite, Biden discursou em Wilmington (Delaware).

Ele criticou as manobras judiciais de Trump para reverter a derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral, que classificou de abuso de poder.

“Nessa batalha pela alma da América, a democracia prevaleceu. Nos EUA, políticos não tomam o poder: a população dá a eles”, afirmou. “A chama da democracia foi acesa nesta nação há muito tempo atrás. Agora sabemos que nada, nem mesmo uma pandemia ou um abuso de poder, pode extinguir essa chama. É minha esperança sincera de que nunca mais veremos ninguém submetido às ameaças e aos abusos que vimos nessas eleições”.

Biden reafirmou a defesa da democracia americana.

“Se ninguém sabia antes, agora sabemos. O que bate forte nos corações do povo americano é isto: democracia. O direito de ser ouvido, de ter os votos contados. De escolher os líderes desta nação e de governarem a si próprios”.

O presidente eleito dos EUA não esqueceu das vítimas da pandemia do coronavírus.

“É hora de virar a página, de unir e de curar.Meu coração está com cada um de vocês neste inverno sombrio da pandemia, com vocês que estão sem seus entes queridos ao lado”.

De acordo com o levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA) divulgado às 11h15 desta terça-feira (15), os EUA seguem como o país com mais mortes (300.494) e casos (16.520.408) de coronavírus no mundo.

Ontem (14), começou a vacinação em massa no país com a vacina desenvolvida pela farmacêutica americana Pfizer e pela empresa alemã BioNTech.

Nesta terça-feira (15), a agência regulatória de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA) aprovou outro imunizante, o do laboratório americano Moderna, que poderá reforçar a campanha de vacinação.

Equipe TV Democracia

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