O Tribunal de Justiça de São Paulo julga nesta quinta-feira (15) o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele já foi condenado em primeira... Ricardo Salles é mantido no cargo, mas será julgado hoje pela Justiça de SP: Pantanal teve recorde de queimadas em apenas 2 semanas

O Tribunal de Justiça de São Paulo julga nesta quinta-feira (15) o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Ele já foi condenado em primeira instância, em 2018, por improbidade administrativa quando era secretário estadual do Meio Ambiente do governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

O Ministério Público acusou Salles de fraudes em uma minuta e na elaboração do plano de manejo da várzea do Rio Tietê produzidos pela Universidade de São Paulo (USP), em 2016.

Além dele, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) também foi condenada.

A defesa do ministro recorreu e pediu a absolvição no julgamento de hoje (15), que já é em segunda instância.

Ontem (14), o juiz Márcio de França Moreira, da 8ª Vara Federal do Distrito Federal, negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) de afastamento imediato de Salles do ministério por improbidade administrativa.

Para o juiz, o MPF não apresentou provas que a manutenção do ministro no cargo poderia prejudicar a análise da ação judicial.

O mérito da ação deverá ser julgado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no próximo dia 27.

Enquanto isso, o Pantanal continua sem o controle das queimadas.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados nesta quinta-feira (15) indicam que o bioma registrou 2.536 focos de incêndios nos primeiros 14 dias do mês.

Já é o segundo pior outubro em queimadas desde 1998, atrás apenas dos 2.761 constatados em outubro de 2002.

O número de 2020 supera o de todo o outubro de 2019 (2.430).

O combate ao fogo no Pantanal é dificultado pela maior seca em 47 anos.

“Na região, os meses de chuva começam em outubro, novembro, dezembro. Esse ano a chuva está demorando mais que o normal”, disse o diretor-executivo do SOS Pantanal, Felipe Augusto Dias.

“Evidentemente que o fogo pega porque alguém colocou, mas é muito evidente também que, principalmente em lugares que estariam inundados, esse ano não estando, tem muita matéria orgânica. A seca de fato contribui para aumentar a intensidade”, completou.

Equipe TV Democracia

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