O senador Romário (Podemos-RJ) e nove deputados de nove estados são suspeitos de uso irregular da verba para atividade parlamentar. A autorização para a... Romário, Benedita da Silva e 8 deputados federais são alvos de inquérito autorizado pelo STF

O senador Romário (Podemos-RJ) e nove deputados de nove estados são suspeitos de uso irregular da verba para atividade parlamentar.

A autorização para a abertura de inquérito na Procuradoria-Geral da República (PGR) foi concedida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (1º).

O pedido foi feito pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, que suspeita de crimes como peculato, a apropriação indevida de recursos públicos.

Segundo a PGR, há indícios da existência de “um forte esquema de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro” a partir da contratação da empresa Atos Dois Propaganda e Publicidade Ltda (Xeque Mate Comunicação e Estratégia).

As apurações apontam que ela praticava os crimes com a utilização de empresas de fachada e de “laranjas”, que teriam “supostamente prestado serviços a congressistas entre janeiro de 2014 e 2018, emitindo notas fiscais com fortes indícios de inconsistências, as quais teriam sido usadas para amparar a suposta utilização da cota parlamentar”.

Além do senador Romário, são alvos do inquérito, os deputados federais Benedita da Silva (PT-RJ),Sérgio Brito (PSD-BA),Carlos Henrique Amorim (DEM-TO),Fausto Ruy Pinato (PP-SP), Silas Câmara (Republicanos -AM), Danilo Jorge de Barros Cabral (PSB-PE),Jéssica Rojas Sales (MDB-AC),Hiran Manuel Gonçalves da Silva (PP-RR) e Fábio de Almeida Reis (MDB-SE).

Como se vê, políticos da situação e da oposição.

A ministra Rosa Weber também aceitou o pedido da PGR para que a Justiça Federal do Distrito Federal investigue 19 ex-deputados por envolvimento no mesmo esquema.

Entre eles, o hoje senador Márcio Bittar (MDB-AC), da base aliada do presidente Jair Bolsonaro.

Ela entendeu que, como os fatos remontam à atividade dele na Câmara, Bittar deve ser investigado na primeira instância por não ter direito a foro privilegiado neste caso.

Equipe TV Democracia

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