O Brasil teve em junho, o maior rombo mensal nas contas públicas desde o início da série histórica iniciada em dezembro de 2001, pelo... Rombo mensal nas contas públicas foi o maior já registrado pelo país em 19 anos

O Brasil teve em junho, o maior rombo mensal nas contas públicas desde o início da série histórica iniciada em dezembro de 2001, pelo Banco Central (BC).

De acordo com os números divulgados pelo BC nesta sexta-feira (31), as contas, que englobam os governos federal, estaduais, municipais e as estatais, e que não inclui o pagamento dos juros da dívida pública, registraram um déficit primário de R$ 188,682 bilhões no mês passado.

O valor representa 85,5% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país.

Em junho de 2019, o saldo negativo foi de RR 12,706 bilhões.

O déficit primário é a diferença entre as receitas arrecadadas com impostos e contribuições e as despesas dos governos e estatais, sem contar os juros da dívida.

No acumulado do 1º semestre, o resultado é outro recorde negativo da série histórica: R$ 402,703 bilhões.

A meta para o ano era de um déficit de até R$ 118,9 bilhões, mas pelo decreto de calamidade pública do governo federal e aprovado pelo Congresso por conta da pandemia, não há mais necessidade de respeitar esse limite.

O BC atribui ao mau desempenho ao aumento de despesas extraordinárias para combater a pandemia, a diminuição das atividades econômicas com a consequente queda na arrecadação; e o adiamento no prazo de pagamentos de impostos.

Desde 2014, o Brasil não apresenta um superávit nas contas do setor público. Em 2019, por exemplo, o déficit primário foi de R$ 61,67 bilhões (0,85% do PIB).

No resultado nominal de junho, que inclui os juros da dívida pública nas contas, o déficit sobe para R$ 210,161 bilhões.

Na soma de junho de 2019 até o mês passado, o rombo foi de R$ 818,617 bilhões ou 11,38 do PIB, o total de todas as riquezas produzidas no país. Para os padrões internacionais e economias emergentes, é um índice considerado alto e serve para agências de classificação de risco definirem a nota de crédito dos países, um termômetro levado em conta pelos investidores estrangeiros.

Equipe TV Democracia

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