Três pessoas, entre elas, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (foto), e o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Guilherme... Secretário de SP e ex-ministro de Temer é preso pela Lava Jato: R$ 90 mil estavam no DF

Três pessoas, entre elas, o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy (foto), e o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Guilherme Franco Netto, foram presas nesta quinta-feira (6). Elas são suspeitas de fraudes na Saúde.

A força-tarefa da Lava Jato cumpre seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão na capital paulista, em São José do Rio Preto (SP), Brasília, Goiânia e Petrópolis (RS).

Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, responsável pelos processos da Lava Jato no Rio.

A Operação Dardanários investiga desvios de recursos públicos na Saúde de São Paulo e Rio de Janeiro desde 2017. Segundo a Polícia Federal (PF), havia “conluio entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas”.

Dardanários são “agentes de negócios, atravessadores que intermediavam as contratações dirigidas”. A Operação é um desdobramento de outras três, Fatura Exposta, Calicute e SOS.

Baldy, que é deputado federal licenciado (Pode-GO) e ex-ministro das Cidades no governo Temer, responde por atos apurados antes de assumir a secretaria. Ele foi preso em casa, nos Jardins, e deverá ser levado para a sede da PF, na Lapa, zona oeste da capital paulista.

No endereço de Baldy, em Brasília, a PF apreendeu R$ 90 mil em espécie que estavam em dois cofres.

Também houve busca e apreensão no escritório dele, na secretaria estadual de Transportes Metropolitanos, que divulgou nota dizendo que colaborou com os agentes.

O governo paulista declarou que, não tem nada a ver com os supostos crimes que teriam sido cometidos por Alexandre antes dele assumir a secretaria.

O pesquisador da Fiocruz foi preso em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. O outro mandado de prisão foi cumprido em Goiânia, mas a PF não informou o nome da pessoa.

Os suspeitos vão responder por crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Operação está ligada às delações premiadas de ex-diretores da organização social (OS) Pró-Saúde. Eles relataram que pagaram propinas a agentes públicos que pudessem interceder em contratos em favor da empresa.

São investigados pagamentos do contrato de gestão do Hospital de Urgência da Região Sudoeste (HURSO), em Goiânia, que foi administrado pela OS entre 2010 e 2017.

Um esquema de caixa 2 foi criado, em grande parte, com recursos vindos de contratos superfaturados com o governo do estado do Rio, então sob comando de Sérgio Cabral (MDB-RJ).

O grupo do ex-governador, que está preso em Bangu, na zona norte do Rio, recebia propina equivalente a 10% dos valores dos contratos.

Entre 2013 e 2015, a Pró-Saúde dobrou o faturamento de R$ 750 milhões para R$ 1,5 bilhão.

Como o acesso facilitado na área de Saúde, o esquema passou a incluir outros órgãos como áreas de influência (e ganhos) com o direcionamento de contratos da Junta Comercial de Goiás (JUCEG), estado de Baldy, e da Fiocruz, através da Fundação de apoio (Fiotec).

Equipe TV Democracia

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