O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) criticou o que chamou de “vacinacionalismo”. O português António Guterres discursou na abertura da 75ª Assembleia... Secretário-geral da ONU critica o “vacinacionalismo” e os líderes negacionistas e populistas

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) criticou o que chamou de “vacinacionalismo”.

O português António Guterres discursou na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU, a primeira por meio virtual por causa da pandemia, que começou nesta terça-feira (22).

O termo foi uma referência aos acordos bilaterais entre governos e indústria farmacêutica para garantir a imunização de suas populações.

“Esse ‘vacinacionalismo’ não é apenas injusto, é contraproducente. Nenhum de nós está seguro até que todos nós estejamos seguros”.

Os dois países com mais mortes e casos de coronavírus, Estados Unidos e Brasil, estão fora da Covax, a aliança mundial para distribuir de forma equitativa as vacinas contra a doença.

Guterres falou antes dos discursos dos líderes dos respectivos países, Donald Trump e Jair Bolsonaro.

Ele disse que o “populismo e o nacionalismo ético fracassaram” no combate à pandemia: “Essas abordagens para conter o vírus frequentemente pioraram as coisas. A Covid-19 não é apenas um sinal de alarme, é uma prova geral para o mundo dos desafios que estão por vir. Devemos ficar unidos, agir de modo solidário e ser guiados pela ciência e conectados à realidade”.

Numa alusão velada aos governantes negacionistas, além de Trump e Bolsonaro, mas também ao primeiro-ministro da Índia, o ditador da Bielorrúsia e ao presidente do México, entre outros, o secretário-geral da ONU destacou a grande lição da pandemia para o planeta: a importância das eleições: “Ao olharmos para o futuro, vamos nos certificar de que escolhemos com sabedoria”.

Segundo Guterres, o coronavírus expôs a “fragilidade do mundo”, com “aumento das desigualdades, catástrofe climática e corrupção desenfreada. A pandemia explorou essas injustiças, depredou os mais vulneráveis e apagou décadas de progresso”.

Equipe TV Democracia

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