A Justiça Federal de Brasília determinou o afastamento de uma servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Adriana da... Servidora do Ibama é acusada de participar de tráfico internacional de animais

A Justiça Federal de Brasília determinou o afastamento de uma servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Adriana da Silva Mascarenhas é suspeita de envolvimento em tráfico internacional de animais silvestres e exóticos.

A Polícia Civil e agentes do Ibama encontraram uma licença de “coleta, captura e transporte” de serpentes que não são da fauna brasileira expedida por Adriana na casa do estudante de veterinária, Gabriel Ribeiro de Moura. Ele foi preso nesta quinta-feira (22).

Gabriel é suspeito de abandonar uma cobra naja perto de um shopping, depois que o amigo, o também estudante de veterinária, Pedro Henrique Krambeck foi picado pelo réptil, no dia 7 de julho, no Distrito Federal (DF)

Krambeck chegou a ser internado numa UTI e foi salvo ao receber soro antiofídico enviado pelo Instituto Butantan, de São Paulo. A naja é uma das cobras mais venenosas do mundo. Ela é originária da África e da Ásia.

A cobra e outras 16 serpentes eram criadas ilegalmente por Krambeck. 11 eram exóticas, vieram de outros países, e seis pertenciam à fauna brasileira.

“Há fortes indícios do envolvimento (da servidora) com fatos investigados relacionados à organização de tráfico internacional de animais silvestres, bem como de prática de ato de improbidade na emissão de licenças para transportes de animais. A servidora deve ser afastada, já que tem acesso autorizado às dependências do Ibama, o que pode interferir na apuração dos fatos e no levantamento probatório”, declarou o juiz responsável pela sentença.

Adriana era a coordenadora do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama. Na operação na casa do estudante, foi encontrada uma caixa com a marca do Cetas.

Na última sexta-feira (17), o órgão informou sem citar nome, que “um servidor” havia sido afastado do Cetas e que foi instaurado um processo administrativo disciplinar para investigar a suposta participação no caso.

Uma semana depois do caso, o Ibama resgatou 32 serpentes e dois tubarões e aplicou mais de R$ 300 mil em multas. Alguns dos animais foram entregues espontaneamente pelos criadores.

Os animais estão em quarentena no Zoológico de Brasília e as cobras já foram oferecidas ao Instituto Butantan, referência nas pesquisas sobre répteis.

Equipe TV Democracia

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