Faltou emprego para 13,5 milhões de brasileiros em setembro. É recorde na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid19) realizada pelo Instituto... Setembro terminou com número recorde de 13,5 milhões de desempregados

Faltou emprego para 13,5 milhões de brasileiros em setembro.

É recorde na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Covid-19 (Pnad Covid19) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e com o ministério da Saúde, divulgada nesta sexta-feira (23).

O estudo registra o impacto da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho.

Em maio, o desemprego atingiu cerca de 10,1 milhões de trabalhadores ou 33,1% a menos do que em setembro.

A taxa do mês passado ficou em 14%, a maior de todo o período de pesquisa.

Houve uma queda de 1,5 milhão de trabalhadores na população ocupada no mesmo período.

“Há um aumento da população desocupada ao longo de todos esses meses. Esse crescimento se dá em função tanto das pessoas que perderam suas ocupações até o mês de julho quanto das pessoas que começam a sair do distanciamento social e voltam a pressionar o mercado de trabalho”, explicou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

Apenas dois estados tiveram redução do número de desempregados entre maio e setembro: Santa Catarina (-1,5%) e Mato Grosso (-3,4%).

Por outro lado, o desemprego cresceu 126,2% em Sergipe, 93,7% no Maranhão e 83,5% no Ceará.

Em setembro, a menor taxa foi a de Santa Catarina (7,8%) e a maior, a da Bahia (19,6%).

Apesar do número de desempregados e a taxa de desemprego terem sido recordes em setembro, os dois indicadores ficaram abaixo do registrado na quarta semana do mês encerrada no dia 26.

Nesta semana, o IBGE estimou uma população de 14 milhões de desempregados e a taxa de 14,4%.

Na comparação com todo o mês, há uma estabilidade estatística.

Equipe TV Democracia

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