Dois dos quatro casos suspeitos de contaminação pela nova cepa de coronavírus detectados em hospitais privados de São Paulo foram descartados pelo Instituto Adolfo... SP descarta 2 casos suspeitos de mutação de Covid-19: estado volta à fase amarela de quarentena

Dois dos quatro casos suspeitos de contaminação pela nova cepa de coronavírus detectados em hospitais privados de São Paulo foram descartados pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo.

A informação foi dada pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, nesta segunda-feira (4).

As contraprovas dos outros dois casos, que estão em análise pelo Instituto, deverão ser divulgados ainda hoje (4).

Os quatro pacientes estiveram recentemente no Reino Unido.

Os casos foram anunciados pelo laboratório particular Dasa no dia 31 de dezembro, após passarem por sequenciamento genético realizado em parceria com o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade de São Paulo (USP).

A mutação que afeta a forma como o coronavírus se fixa nas células humanas e é 56% mais transmissível.

Ela foi detectada primeiramente no Reino Unido e depois em pelo menos outros 16 países.

Não há provas de que a variante aumente o número de mortes, seja mais resistente às vacinas ou provoque casos mais graves de Covid-19.

Mesmo assim, segundo a cientista Ester Sabino, do IMT da USP, “dado seu alto poder de transmissão, a nova variante reforça a importância da quarentena, e de manter o isolamento de 10 dias, especialmente para quem estiver vindo ou acabado de chegar da Europa”.

A maior parte do estado de São Paulo saiu hoje (4) da fase vermelha, mais restrita, para a amarela, que permite o funcionamento de serviços e comércio não-essenciais com horários e capacidade de ocupação limitadas.

Apenas a cidade de Presidente Prudente vai continuar na fase vermelha por causa do avanço de casos e da elevada taxa de ocupação dos leitos.

Na capital paulista, dois hospitais municipais não têm vagas para pacientes com Covid-19.

O governo do Amazonas se reuniu com representantes do ministério da Saúde na manhã de hoje (4).

Eles discutiram ações de combate à pandemia de coronavírus no estado.

O Amazonas voltou a ter hospitais lotados e a necessidade de guardar corpos de vítimas da doença em contêineres refrigerados por falta de espaço no Instituto Médico Legal.

Manaus


No final de semana, o juiz Leoney Figliuolo Harraquian determinou a suspensão total das atividades não-essenciais por 15 dias e se a decisão não for obedecida pelo governo estadual, ele vai aplicar uma multa diária de R$ 50 mil ao governador Wilson Lima (PSC-AM).

O juiz autorizou também o uso de força policial para impedir a aglomeração de pessoas e “preservar a ordem pública”.

Em nota, o governo amazonense disse que vai atender a determinação da Justiça.

No domingo (3), a capital Manaus bateu recorde diário de internações por Covid-19 (159), o maior número desde o início da pandemia.

Para evitar um colapso no sistema de saúde, até maternidades estão sendo adaptadas para tratar pacientes de coronavírus.

A medida gerou protestos do Sindicato dos Médicos do Amazonas.

Equipe TV Democracia

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