O governo de São Paulo vai divulgar nesta quarta-feira (23) os resultados sobre a eficácia da Coronavac, a vacina contra Covid-19 desenvolvida entre a... SP deve enviar hoje à Anvisa pedido de registro da Coronavac: STF e STJ dão “carteirada” para ter vacina da Fiocruz

O governo de São Paulo vai divulgar nesta quarta-feira (23) os resultados sobre a eficácia da Coronavac, a vacina contra Covid-19 desenvolvida entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan (foto).

Há também a expectativa do envio dos dados ainda hoje (23) para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para a equivalente chinesa, a NMPA, para solicitar o pedido de registro definitivo e a liberação para uso emergencial da Coronavac.

A Anvisa poderá liberar o registro emergencial em até 10 dias.

O relatório deverá detalhar quantos voluntários foram contaminados pela Covid-19, quais deles receberam a vacina e quais tomaram placebo (substância inócua). A partir destes números é medida a eficácia do remédio.

O mínimo recomendado pela Anvisa é de 50%.

A pandemia da Covid-19 no Brasil matou 188.285 pessoas e infectou outras 7.320.020.

Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados na noite desta terça-feira (22).

Nas últimas 24h foram mais 963 óbitos e 55.799 casos.

A média móvel de mortes (776) dos últimos 7 dias é a maior desde 17 de setembro (779) e é 21% superior a de 14 dias atrás.

A média móvel de casos (49.395) dos últimos 7 dias é 18% acima da registrada há 2 semanas.

A tendência é de alta em 13 estados: Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rondônia, Alagoas, Paraíba, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Em estabilidade, estão o Distrito Federal e mais 9 estados: São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Acre, Amapá, Maranhão, Pernambuco, Bahia e Ceará.

Os números estão em queda em apenas 4 estados: Goiás, Roraima, Piauí e Tocantins.

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediram à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde será produzida a vacina Oxford/AstraZeneca, que sejam reservados imunizantes para 7 mil servidores dos tribunais e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A vacina ainda não foi autorizada pela Anvisa.

A justificativa para a “carteirada” revelada pela revista Veja: “É uma forma de contribuir com o país nesse momento tão crítico da nossa história, pois ajudará a acelerar o processo de imunização da população e permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas”.

“A intenção de compra de vacinas vem sendo manifestada por diversos órgãos públicos que realizam campanhas de imunização entre seus funcionários, como o STF, que encaminhou ofício semelhante à Fiocruz. Trata-se apenas “de um protocolo comercial que se pretende travar com o laboratório produtor, comum para a aquisição de vacinas anualmente, sem nenhum tipo de preferência para o tribunal”, afirmou a assessoria do STJ.

Como se fizesse um favor à população, o pedido do STF informa que a campanha interna de vacinação será feita pelo setor de saúde do Judiciário e que será disponibilizado “um servidor para a retirada das vacinas nas dependências da Fiocruz”.

O STF não tem estimativa para o custo da medida: “Também existem outras opções de fornecimento, e a decisão final considerará o custo total, que pode ser inclusive inexistente, como já ocorreu no caso de campanhas de vacinação anteriores”.

O tribunal negou que a tentativa de antecipar a vacinação dos servidores e ministros tenha “qualquer intenção de obter prioridade na imunização em relação ao restante da população”.

O STJ, por sua vez, diz que trata-se apenas “de um protocolo comercial que se pretende travar com o laboratório produtor, comum para a aquisição de vacinas anualmente, sem nenhum tipo de preferência para o tribunal”.

Equipe TV Democracia

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