Três recordes foram estabelecidos no trimestre encerrado em setembro. Um deles, é a taxa de desemprego, que subiu 14,6% (14,1 milhões de pessoas). O... Taxas de desemprego, da população ocupada e de pessoas que desistiram de procurar emprego batem recordes

Três recordes foram estabelecidos no trimestre encerrado em setembro.

Um deles, é a taxa de desemprego, que subiu 14,6% (14,1 milhões de pessoas).

O outro é o da população ocupada (82,5 milhões).

O terceiro recorde negativo é o da população desalentada, aquela que desistiu de procurar emprego: são 5,9 milhões de pessoas.

Os números constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (27).

A taxa de desemprego aumentou 1,3 ponto percentual em relação ao 2º trimestre, que registrou 13,3%, e é 2,8 pontos percentuais acima do mesmo período de 2019 (11,8%).

É o maior índice em 8 anos.

Na prática, mais de 1,3 milhão de trabalhadores ficaram sem emprego no terceiro trimestre.

Para o IBGE, é um reflexo da flexibilização das medidas de isolamento social adotadas para conter a pandemia do coronavírus.

“Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber um maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”, afirmou a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy.

A população ocupada caiu 1,1% e foi para 82,5 milhões (47,1%), o mais baixo nível da série histórica iniciada em 2012.

No trimestre anterior, o índice era de 47,9%.

Na prática, menos da metade da população ativa está ocupada no país desde o trimestre encerrado em maio.

Em um ano, o país perdeu 11,3 milhões de postos de trabalho.

A população ocupada aumentou apenas na construção e na agricultura.

A Bahia teve a maior taxa de desemprego (20,7%) e Santa Catarina, a menor (6,6%).

Na maioria dos estados, a PNAD Contínua ficou estável e ela subiu em 10.

As mulheres (16,8%) perderam mais emprego do que os homens (12,8%).

O desemprego é maior entre os pretos (19,1%), seguidos pelos pardos (16,5) enquanto ele atinge 11,8% dos brancos.

O maior contingente de desempregados é formado por jovens entre 18 e 24 anos (31,4%).

A taxa de informalidade cresceu 38,4% em relação ao trimestre anterior (36,9%).

Ou seja, 31,6 milhões de pessoas trabalham sem carteira assinada ou como empreendedor com documentação formalizada.

Com a perda de 790 mil postos, o número de pessoas no mercado formal de trabalho (com carteira assinada) caiu 2,6% na comparação com o 2º trimestre.

Equipe TV Democracia

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