O número de mortes causadas pela Covid-19 no Brasil é equivalente à quase toda a população de Poços de Caldas (MG). Segundo o consórcio... Taxas de internações crescem em SP, mas Doria e Covas descartam lockdown

O número de mortes causadas pela Covid-19 no Brasil é equivalente à quase toda a população de Poços de Caldas (MG).

Segundo o consórcio de veículos de imprensa, às 13h desta quinta-feira (19), a pandemia matou 167.590 e contaminou 5.952.185 pessoas no país.

Autoridades de saúde negam que o Brasil esteja vivendo uma segunda onda como acontece na Europa.

Mas, nas últimas semanas, com o aumento de casos, secretários municipais e estaduais aumentaram a pressão sobre o ministério da Saúde comandado pelo general Eduardo Pazuello.

Eles temem que faltem recursos para medidas de combate à pandemia como o custeio de leitos exclusivos para pacientes de Covid-19 e para a realização de testes.

O estado de calamidade pública decretado pelo governo federal vai até o dia 31 de dezembro e não há previsão de caixa no orçamento de 2021.

Nesta quinta-feira (19), o governo de São Paulo anunciou que vai determinar aos hospitais para não desmobilizarem os leitos criados no atendimento exclusivo de pacientes da Covid-19.

Também serão suspensos novos agendamentos de cirurgias que não sejam emergenciais e de doenças não ligadas à pandemia, as chamadas cirurgias eletivas.

A taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) rede pública municipal da cidade de São Paulo atingiu 48% nesta quarta-feira (18).

É o maior percentual desde o dia 10 de agosto, quando era de 50%.

Os hospitais particulares também voltaram a ter índices elevados de internações de pacientes com Covid-19. A taxa chegou a 76%.

A prefeitura negou que haja uma segunda onda da pandemia na capital paulista e abriu 200 novos leitos para atender casos leves da doença.

Tanto o governador João Doria (PSDB-SP) quanto o prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas (PSDB-SP) descartaram a decretação de lockdown no estado ou na cidade de São Paulo.

Não é o que pensa o pesquisador Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.

Ele se baseia na evolução da taxa de contágio (Rt) do coronavírus no estado, que indica o novo avanço da pandemia.

Ela está acima de 1 (1,05) e poderá chegar a 1,11 na segunda-feira (23).

Na capital, a Rt está em 1,36 e tendência de alta para 1,41.

É bem acima da média nacional divulgada pelo Imperial College de Londres nesta terça-feira (17).

Ela apontou que o índice está em 1,10, com margem para até 1,24 ou 1,05.

Ou seja, cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmitem a Covid-19 para outras 110 pessoas.

No monitoramento da semana passada, o Brasil tinha alcançado o menor Rt desde abril (0,68), que se fosse mantido era um sinal positivo de controle da pandemia.

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