O consórcio de veículos de imprensa divulgou novos números de vítimas da pandemia do coronavírus no Brasil às 13h desta segunda-feira (30). São 172.866... Técnicos da Anvisa visitam fábrica chinesa da Coronavac: SP recua para fase mais restritiva da quarentena

(foto Beno Suckeveris)

O consórcio de veículos de imprensa divulgou novos números de vítimas da pandemia do coronavírus no Brasil às 13h desta segunda-feira (30).

São 172.866 mortes e 6.317.049 casos.

Uma equipe da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está na China.

Hoje (30), em Pequim, os técnicos brasileiros visitaram a fábrica da farmacêutica Sinovac, que desenvolve a vacina Coronavac junto com o Instituto Butantan de São Paulo.

A inspeção é fundamental para a liberação mais rápida do medicamento.

No Rio de Janeiro, há filas de espera para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na rede pública da capital fluminense e muitos pacientes com Covid-19 estão sendo transferidos para outras cidades do estado.

No sábado (28), a taxa de ocupação nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) estava em 93% e nas enfermarias era de 70%.

Apesar do aumento de casos e mortes na capital, o prefeito eleito, Eduardo Paes (DEM-RJ) disse nesta segunda-feira (30) que não pretende decretar um lockdown quando assumir o cargo em janeiro.

“A princípio, eu descarto sim o lockdown. É importante que a gente tenha medidas muito mais do ponto de vista terapêutico. Inaceitável que as pessoas adoeçam e não tenham um leito disponível em um hospital público. Esse é o grande desafio, colocar a rede de saúde do município para funcionar para que a população possa ter o atendimento em caso de necessidade”.

Paes detalhou as medidas terapêuticas para conter a pandemia:

“Óbvio, medidas de distanciamento social, utilização de máscaras, enfim, regras e, principalmente, tentar conversar com as pessoas. Não dá pra gente pedir para as pessoas aquilo que elas não vão fazer. Então, o lockdown parece uma medida extrema e desnecessária”.

São Paulo também enfrenta aumento na taxa de ocupação de UTIs tanto na rede pública quanto nos hospitais particulares (84%).

Por isso, não foi surpresa a decisão do governador João Doria (PSDB-SP) de recuar para uma fase mais restritiva da quarentena em todo o estado.

Entre as áreas afetadas, estão a Grande São Paulo, a Baixada Santista e as regiões de Campinas, Taubaté, Sorocaba e Piracicaba, que estavam na fase verde, a penúltima antes do fim da quarentena.

Em coletiva de imprensa, no Palácio dos Bandeirantes, Doria explicou a volta para a fase amarela do Plano São Paulo a partir de hoje (30).

“Com o claro aumento da instabilidade da pandemia, o governo do estado de São Paulo e o centro de contingência da Covid-19, decidiram que 100% do estado de São Paulo vai retornar para a fase amarela do Plano São Paulo. Essa medida, quero deixar claro, não fecha comércio, nem bares, nem restaurantes. A fase amarela não fecha atividades econômicas, mas é mais restritiva nas medidas para evitar aglomerações e o aumento do contágio da Covid-19”

Pelas novas regras, estabelecimentos de todos os setores só poderão funcionar por, no máximo, 10 horas por dia, com horário de funcionamento limitado até às 22h e capacidade restrita a 40%.

Eventos com espectadores em pé voltam a ser proibidos.

Caberá às prefeituras decidir se mantém cinemas, teatros e museus abertos.

As escolas públicas e particulares seguem com funcionamento normal e cumprindo os protocolos de saúde.

Doria também anunciou que fará uma reunião com 62 prefeitos nesta terça-feira (1º).

“Amanhã, às 16 horas, o governo de São Paulo fará uma reunião virtual com 62 prefeitos de 62 cidades do estado de São Paulo que apresentaram elevação nas taxas de internação e ocupação de leitos aqui no estado de São Paulo com objetivo de melhorar o controle da pandemia neste municípios e oferecer a eles se necessário apoio para que possam proceder com as orientações do governo do estado de São Paulo”.

Outra decisão importante foi a diminuição do prazo de análise de dados sobre a pandemia, que caiu de 28 dias para 7 dias a partir de janeiro.

Enquanto isso, fica mantida a próxima reclassificação das fases em São Paulo para o dia 4 de janeiro.

O prefeito reeleito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB-SP), garantiu que a rede hospital da cidade é suficiente para atender novos casos e descartou a instalação de novos hospitais de campanha.

Equipe TV Democracia

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