O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acusou o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) de improbidade administrativa. O político teria recebido R$ 500 mil... Toffoli livra Serra de investigações e o tucano Aloysio é acusado de receber propina da Odebrecht

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) acusou o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) de improbidade administrativa.

O político teria recebido R$ 500 mil de propina da empreiteira Odebrecht durante a campanha para o Senado, em 2010.

A denúncia do promotor Ricardo Manuel Castro diz que a doação ilegal não consta da prestação de contas do então senador e quer que ele pague uma indenização de R$ 854.876,82 por dano moral coletivo.

Segundo o promotor, Aloysio se encontrou com dois ex-diretores da Odebrecht para pedir financiamento da campanha. Em delação premiada, um deles contou que o então Chefe da Casa Civil do governo de São Paulo teria recebido duas parcelas de R$ 250 mil cada em troca de vantagens à construtora nas obras da rodovia Carvalho Pinto, no Vale do Paraíba.

A denúncia foi aceita em 2017, pela ex-Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e arquivada no ano seguinte, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que alegou falta de provas.

O ex-senador criticou o promotor, dizendo que os fatos foram investigados por dois anos pela Polícia Federal e o inquérito foi arquivado há mais de um ano. Para ele, “é uma chicana jurídica e um absurdo este tipo de procedimento no Ministério Público”.

Ontem (29), o senador José Serra, também do PSDB paulista, se tornou réu, acusado de caixa 2 eleitoral e lavagem de dinheiro.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, ele teria recebido doações ilegais para a campanha ao Senado, em 2014, e junto com a filha Verônica, remetido dinheiro de propina em troca de favorecimeento à Odebrecht nas obras do Rodoanel Sul, quando era governador de São Paulo.

Serra negou as acusações e uma hora antes de ser declarado réu, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu as investigações por entender que o senador tem direito a foro privilegiado e nesta condição só pode ser processado pelo Supremo.

Toffoli determinou que, todo o material apreendido nos endereços de Serra deverá ser lacrado e protegido de eventuais vazamentos.

Equipe TV Democracia

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