As vítimas da maior tragédia ambiental do país, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG) sofreram uma derrota judicial nesta segunda-feira (9),... Tragédia de Mariana: Justiça britânica decide a favor de mineradora anglo-australiana

As vítimas da maior tragédia ambiental do país, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG) sofreram uma derrota judicial nesta segunda-feira (9), na Inglaterra.

No dia 5, a tragédia que causou a morte de 19 pessoas, destruiu o distrito de Bento Rodrigues e contaminou o Rio Doce que atravessa os estados de Minas Gerais e Espírito Santo, entre outros prejuízos, completou cinco anos.

Até hoje ninguém foi condenado ou julgado pelo desastre.

Os responsáveis respondem em liberdade pela acusação de inundação qualificada. A denúncia de homicídio foi descartada e não há previsão para o julgamento.

Hoje (9), um tribunal de Manchester extinguiu a ação bilionária movida contra a multinacional anglo-australiana BHP Billiton, que ao lado da Vale, é uma das acionistas da Samarco, a empresa responsável pela barragem de dejetos minerais.

O juiz britânico entendeu que a ação é “abusiva” e que não há jurisprudência para o julgamento do caso na Inglaterra.

Os advogados das vítimas recebeu a sentença com “muito pesar”.

O processo foi movido por um escritório de advocacia de Liverpool em novembro de 2018.

Na ação, foi pedida uma indenização coletiva de cerca de R$ 25 bilhões para prefeituras, empresas, para a tribo Krenak e aproximadamente 200 mil pessoas.

Até hoje não se sabe o número exato de atingidos pela contaminação de aproximadamente 700 km do Rio Doce.

A advogada Gabriella Ottoboni Bianchini, que atua no caso, explicou que a decisão de hoje é de primeira instância: “A gente acha que a BHP conseguiu atrasar o provimento dessa indenização integral que as vítimas esperam há tantos anos. O caso não é nem de perto abusivo. A gente acha um absurdo uma ação deste tamanho, com a realidade do Brasil, ser considerada abusiva”.

Ela disse que é possível que os advogados entrem com um recurso contra a decisão do tribunal britânico.]

Em nota, a BHP “sempre entendeu que o processo no Reino Unido era desnecessário por duplicar questões cobertas pelo trabalho em andamento da Fundação Renova (a entidade criada para administrar as ações de reparação dos danos causados pelo desastre) e que são, ou foram, objeto de processos judiciais em andamento no Brasil”.

Equipe TV Democracia

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