O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar a China e cobrou mais eficiência da ONU nesta terça-feira (22). Ele discursou na 75ª... Trump usa Assembleia Geral da ONU como palanque eleitoral e volta a atacar a China

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar a China e cobrou mais eficiência da ONU nesta terça-feira (22).

Ele discursou na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas logo em seguida ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Trump também não compareceu presencialmente à sede da ONU, em Nova York, e fez o discurso na Casa Branca.

Pode ter sido o último como presidente americano, caso não se reeleja no dia 3 de novembro. Por isso, aproveitou a ocasião para mais um comício.

Trump exigiu que as Nações Unidas responsabilizem a China por ter espalhado a Covid-19, que ele chamou de “vírus chinês”: “Nos primeiros dias do vírus, a China fechou-se para viagens domésticas, mas permitiu que as pessoas saíssem da China e infectassem o mundo. O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que é controlada pela China, falsamente declararam que não havia evidência de transmissão entre humanos. Depois, afirmaram falsamente que as pessoas sem sintomas não poderiam espalhar a doença. A ONU precisa responsabilizar a China pelas suas ações”.

Hoje (22), os EUA passaram de 200 mil mortes (200.182) e registraram 6.861.211 casos de coronavírus.

É disparado o país com mais vítimas da doença no mundo.

Apesar da política negacionista, ele defendeu a estratégia da Casa Branca no combate à pandemia.

“Nos EUA, nós lançamos a mais agressiva mobilização desde a Segunda Guerra. Rapidamente produzimos um número recorde de ventiladores –criamos um excesso que nos permitiu compartilhar com os amigos e parceiros. Nós fomos os pioneiros em tratamentos para salvar vidas, reduzindo a taxa de fatalidade em 85% desde abril. Graças aos nossos esforços, as vacinas estão no estágio final dos ensaios clínicos.”

Trump também criticou a política ambiental chinesa: “Os que atacam o bom histórico ambiental dos EUA e ignoram a poluição na China não estão interessados no ambiente. Eles só querem punir os EUA. E eu não vou tolerar isso”.

Ele disse que o seu governo confrontou Pequim depois de “décadas de abuso” no comércio internacional.

Os EUA e a China são as duas maiores potências econômicas do mundo.

Trump listou quais deveriam ser as prioridades da ONU: “Se a ONU quiser ser uma organização eficiente, precisa focar nos problemas reais do mundo. Isso inclui terrorismo, a opressão de mulheres, trabalho forçado, tráfico de drogas e de pessoas, perseguição religiosa e limpeza étnica de minorias”.

Em campanha à reeleição, o presidente enalteceu a própria política externa.

Citou os acordos que os EUA intermediaram entre Israel, os Emirados Árabes e o Bahrein, que poderão ser estendidos a outros países do Oriente Médio.

“Pretendemos apresentar mais acordos de paz em breve, e eu nunca estive mais otimista sobre o futuro da região. Não tem sangue na areia, esses dias [de guerra no Oriente Médio] acabaram”.

Trump lembrou as ações que resultaram nas mortes de dois inimigos do país, Al-Baghdadi, do Estado Islâmico, e Qassem Soleimani, do Irã.

Equipe TV Democracia

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