Uma boa notícia no combate à pandemia vem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela desenvolveu um teste sorológico de alta sensibilidade... UFRJ desenvolve exame barato e confiável para detecção de anticorpos do coronavírus

Uma boa notícia no combate à pandemia vem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela desenvolveu um teste sorológico de alta sensibilidade para detecção de anticorpos para o coronovírus. Além disso, é barato e pode ser aplicado em massa.

O “Teste S-UFRJ” foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Biofísica, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) e da faculdade de Medicina.

Em grande produção, pode custar menos de U$ 1 e ser acessível para testagem em grandes populações. “Pelo baixo custo, ele é muito útil para a vigilância epidemiológica, estudos de soroprevalência, para saber quanto da população já teve contato com o vírus. Onde a população teve menos contato há mais chance de ocorrer uma segunda onda, por exemplo”, explicou uma das coordenadoras do projeto, a professora Leda Castilho, da Coppe/UFRJ.

O custo alto dos exames existentes é uma das principais barreiras para a realização de testagem em massa.

Outra vantagem do teste desenvolvido pela UFRJ é que, a coleta de material é mais fácil do que os outros exames. Basta uma gota na ponta do dedo para a amostra de sangue ser coletada.

Segundo a professora, o teste usa a proteína S presente na superfície do coronavírus. Ela está sendo produzida em laboratório pela Coppe/UFRJ desde fevereiro. “Esta proteína é responsável pela ligação do vírus às células humanas, permitindo a entrada e multiplicação do vírus. Ela é um alvo prioritário do sistema imunológico, sendo portanto a proteína mais promissora para o desenvolvimento de ensaios de diagnóstico sorológico”, afirmou Leda Castilho.

A pesquisa constatou um índice de mais de 90% de acerto já a partir do 10º dia desde o início dos sintomas e é de 100% de acerto a partir do 20º dia.

Como é praxe na Ciência, o artigo com os resultados da pesquisa sobre o teste está sendo analisada por cientistas independentes.

A partir de agosto, a UFRJ pretende testar os exames em milhares de amostras dentro da universidade e em seguida, ampliar para a população em geral.

Os estudos de vigilância epidemiológica serão acompanhados por professores do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva e do Instituto de Matemática da UFRJ.

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