Um dos fundadores do Partido Verde, Alfredo Sirkis, morreu por volta das 13h50 desta sexta-feira (10), em um acidente de carro no Arco Metropolitano... Um dos fundadores do Partido Verde, Alfredo Sirkis morre aos 69 anos

Um dos fundadores do Partido Verde, Alfredo Sirkis, morreu por volta das 13h50 desta sexta-feira (10), em um acidente de carro no Arco Metropolitano do Rio, na Baixada Fluminense.

Sirkis, de 69 anos, estava sozinho no carro e ia em direção à Via Dutra. Na altura do km 74, em Nova Iguaçu, saiu da pista, bateu em um poste e capotou. Ele morreu no local.

Sirkis ia visitar a mãe Liliana, de 96 anos, que vive num sítio perto de Vassouras, no sul do estado, e o filho Guilherme, que terminou o mestrado recentemente nos Estados Unidos e está com a avó. Ele também deixa uma filha que mora nos EUA.

Alfredo Sirkis nasceu no Rio de Janeiro, no dia 8 de dezembro de 1950. De família judaica, desde cedo começou na política estudantil e participou de várias manifestações contra a ditadura militar.

Com a decretação do AI-5, partiu para a luta armada como integrante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), grupo que praticou ações de guerrilha urbana, incluindo sequestros de diplomatas.

Em 1971, começou um período de mais de oito anos no exílio. Viveu no Chile, Argentina e Portugal, e voltou em 1979, com a Lei da Anistia.

Como jornalista, colaborou em várias revistas e jornais e na TV. Escreveu nove livros. O mais conhecido é “Os Carbonários”, de 1980, que lhe valeu o Prêmio Jabuti de 1981 e serviu de inspiração para a minissérie Anos Rebeldes, da TV Globo.

Ele foi um dos pioneiros na luta pela preservação do meio ambiente. Foi um dos fundadores do Partido Verde, em janeiro de 1986. No PV, foi secretário-geral e presidente.

Em 1988, Sirkis foi o vereador mais votado do Rio de Janeiro com 43.000 votos, com destacada atuação na preservação de áreas como a Lagoa de Marapendi, a Prainha e o Bosque da Floresta. Também criou as primeiras ciclovias da cidade.

Reeleito, foi o primeiro secretário municipal de Meio Ambiente na gestão César Maia.

Não conseguiu o terceiro mandato na Câmara, mesmo com uma votação acima da maioria dos eleitos, por causa da insuficiência de votos da coligação. Voltaria em 2008, como o quarto vereador mais votado.

Sirkis também disputou a prefeitura, o senado e a presidência da República.

Em 2010, coordenou a campanha de Marina Silva à presidência da Repúbica e foi eleito deputado federal. Em 2011, sai do PV e organiza a Rede Sustentabilidade. Como o partido não conseguiu registro, foi para o PSB.

Em 2014, desistiu da reeleição e da vida partidária, mas não de políticas ambientais. Em 2016, assumiu o cargo não-remunerado de secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, constituído por autoridades públicas e representantes da sociedade civil. No ano passado, foi exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Equipe TV Democracia

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