Um dos maiores craques da história do futebol, Don Diego Armando Maradona, o Dieguito, El Diez, morreu na manhã desta quarta-feira (25), em casa,... Um dos maiores craques da história do futebol, Maradona morre aos 60 anos:

Um dos maiores craques da história do futebol, Don Diego Armando Maradona, o Dieguito, El Diez, morreu na manhã desta quarta-feira (25), em casa, na cidade de Tigre, na Grande Buenos Aires.

Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Seis ambulância foram até o local, mas os médicos não conseguiram salvá-lo.

Maradona tinha completado 60 anos no dia 30 de outubro e recentemente tinha sido submetido a uma cirurgia no cérebro.

Ele era técnico do Gimnasia y Esgrima La Plata e deixa cinco filhos.

Maradona nasceu em Lánus e viveu boa parte da infância em Villa Florito, uma favela de Buenos Aires.

Baixinho, canhoto e genial, aos 9 anos, foi descoberto pelo Argentinos Juniors, onde jogou entre 1976 e 1981, quando foi vendido para o Boca Juniors.

Ele ficou dois anos no clube da capital argentina, antes de ser transferido para o Barcelona.

Mas, a grande fase da carreira foi no Napoli ao lado dos brasileiros Careca e Alemão.

Ele levou o então pequeno time italiano a dois títulos nacionais, uma Supercopa da Itália e a extinta Copa da Uefa, hoje Liga Europa.

O sucesso foi tanto que a torcida napolitana torceu contra a Itália na semifinal da Copa de 90, quando a Squadra Azurra foi eliminada pela Argentina.

Maradona ainda atuou no Sevilla da Espanha e depois voltou para a Argentina, onde jogou pelo Newell´s Old Boys, de Rosário, e novamente no Boca Juniors, onde encerrou a carreira cinco dias antes de completar 37 anos, em 1997.

Em 2001, diante do estádio La Bombonera lotado, o craque argentino se despediu do futebol e falou sobre seus vícios: “Errei e paguei, mas o que fiz em campo não se apagou”.

Maradona marcou 345 gols em 676 jogos.

Ele estreou na seleção argentina aos 16 anos, em 1977, mas ficou de fora da Copa de 78 vencida pela equipe dirigida por Cesar Menotti.

A primeira Copa foi a de 1982, onde foi expulso depois de agredir o brasileiro Batista.

O auge foi na Copa seguinte, a de 1986, no México, onde comandou a seleção bicampeã mundial.

Na competição, marcou dois gols antológicos contra a Inglaterra. Em um deles driblou metade do time adversário.

O outro foi gol Mano de Díos, quando marcou um gol de mão.


A vitória sobre a Inglaterra foi valorizada como uma vingança da derrota argentina na Guerra das Malvinas.

Em 1990, eliminou o Brasil da Copa da Itália e ficou com o vice ao perder a final para a Alemanha.

A última dos quatro mundiais foi em 1994, nos EUA.

Lá foi pego no exame antidoping e foi banido da Copa.

Não foi a primeira vez que ele foi condenado por doping. Na Itália, foi suspenso por uso de cocaína.

Na Argentina, chegou a ser preso por porte de droga.

Maradona treinou várias equipes e levou a seleção do seu país às quartas-de-final da Copa da África do Sul, em 2010.

Para muitos, foi melhor jogador que Pelé e respeitava o futebol brasileiro e tinha como ídolo, Roberto Rivellino.

Polêmico, era defensor de Cuba e de Fidel Castro, assim como da Venezuela de Hugo Chávez e dos governos peronistas argentinos.

Ironicamente, morreu no mesmo dia das mortes de Fidel e do craque da Irlanda do Norte, George Best, que também era alcoólatra.

Vivia às turras com a Fifa do então presidente, o brasileiro João Havelange, principalmente depois de ter sido flagrado no exame antidoping, em 1994.

Foi processado por atacar jornalistas com tiros de chumbinho e foi apresentador de TV.

O fanatismo da torcida era tanto que foi criada uma igreja devotada à Maradona.

Por causa das drogas, foi obrigado a deixar a Itália. Chegou a ser internado por overdose e passou por clínicas de reabilitação na Argentina e em Cuba.

Ultimamente, as filhas estavam lutando para que ele deixasse o álcool.

Várias personalidades lamentaram a perda do craque.

Em uma rede social, Pelé disse:

“Que notícia triste. Eu perdi um grande amigo e o mundo perdeu uma lenda. Ainda há muito a ser dito, mas por agora, que Deus dê força para os familiares. Um dia, eu espero que possamos jogar bola juntos no céu”.

Romário também homenageou Dieguito:

“Meu amigo se foi. Maradona, a lenda! O argentino que conquistou o mundo com a bola nos pés, mas também por sua alegria e personalidade única. Já disse algumas vezes, dos jogadores que vi em campo, ele foi o melhor. Sua passagem pelo mundo levou muita felicidade ao seu país e encantou a todos nós. Nunca vou esquecer das risadas que demos juntos. Certamente, ele nunca foi um adversário. Me chamava de Chapolin e me tratava como irmão. Um menino, que se foi cedo demais. Meu abraço aos argentinos, à família. Que tristeza, vai com Deus, hermano”.

A brasileira Marta, outra craque do futebol, escreveu: “Arrasada, triste, chocada… Perdemos um dos Deuses da Bola, uma Lenda HISTÓRICA, e de Âmbito Mundial, que inspirou a TODOS nós, profissionais da bola, com sua magia e amor ÚNICOOOOO na forma/maneira como ele tratava a bola!!! GRATIDÃO por ter a HONRA de ter conhecido vc: MEU REI? HERMANO ❤️‼️‼️”

O craque argentino, Lionel Messi, que foi treinado por Maradona na seleção, publicou a seguinte mensagem:

“Um dia muito triste para todos os argentinos e para o futebol. Nos deixa, mas não vai, pois Diego é eterno. Guardo todos os belos momentos vividos com ele e queria aproveitar a oportunidade para enviar minhas condolências a todos os seus familiares e amigos”.

Outro craque, o português Cristiano Ronaldo afirmou:

“Hoje despeço-me de um amigo e o Mundo despede-se de um génio eterno. Um dos melhores de todos os tempos. Um mágico inigualável. Parte demasiado cedo, mas deixa um legado sem limites e um vazio que jamais será preenchido. Descansa em paz, craque. Nunca serás esquecido”.

Neymar postou numa rede social: “RIP LEGEND!! Sempre estarás em nossas memórias, você deixou o seu legado. FUTEBOL te agradece ?? Descanse em paz lenda”.

O presidente argentino Alberto Fernández decretou luto oficial de três dias no país e agradeceu Maradona por ter existido:

“Você nos levou ao topo do mundo. Você foi o maior de todos. Obrigado por ter existido, Diego. Nós vamos sentir sua falta para sempre”.

A vice-presidente e ex-presidente argentina, Cristina Kirchner, escreveu:

“Muita tristeza … Muita. Foi ótimo. Adeus Diego, nós te amamos muito. Um grande abraço aos seus familiares e entes queridos”.

A partida que seria realizada na noite desta quarta-feira (25), entre Boca Juniors e o Internacional de Porto Alegre, pela Libertadores da América, foi adiada para semana que vem.

O prefeito de Nápoles anunciou a mudança do nome do estádio San Paolo para Diego Armando Maradona.

Equipe TV Democracia

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