A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não definiu se haverá uma campanha de vacinação contra Covid-19 na rede privada. A dúvida surgiu... Vacina indiana que poderá ser importada pelo Brasil não teve nenhum dado divulgado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não definiu se haverá uma campanha de vacinação contra Covid-19 na rede privada.

A dúvida surgiu depois que a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) confirmou neste domingo (3) que está negociando com a farmacêutica indiana Bharat Biotech para a compra de 5 milhões de doses da Covaxin.

O resultado da terceira fase deverá ser divulgado em janeiro e caso isso se confirme, o laboratório vai entrar com pedido de registro definitivo na Anvisa, disse o presidente da ABCVAC, Geraldo Barbosa.

Uma comitiva da entidade viajou hoje (4) para a Índia, onde vai conhecer melhor a vacina e inspecionar a fábrica.

Se tudo der certo, a Covaxin estará disponível em clínicas particulares brasileiras na segunda quinzena de março, afirmou Barbosa.

A vacina, que ainda não passou pela última fase de testes com humanos, só foi aprovada para uso emergencial na Índia, o segundo país mais populoso do planeta, com mais de 1,3 bilhão de habitantes.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins (EUA) divulgados às 10h desta segunda-feira (4), o país é o segundo do mundo em número de casos (10.340.469) e está entre os quatro primeiros em número de mortes (149.649).

Além da Covaxin, a Índia está produzindo a vacina Oxford/AstraZeneca.

A decisão de aprovação para uso emergencial da vacina da Bharat foi anunciada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que classificou como uma “virada no jogo” da Covid-19.

O controlador-geral de medicamentos, V.G. Somani, garantiu que a Covaxin é “segura e fornece uma resposta imunológica robusta. Ela foi aprovada para uso restrito no interesse público como uma precaução em modo de ensaio clínico, para ter mais opções de vacinação, especialmente no caso de infecção por cepas mutantes”.

Ele disse ainda que efeitos colaterais como “febre baixa, dor e alergia são comuns a todas as vacinas”, mas não divulgou dados da eficácia ou dos resultados das duas primeiras fases de desenvolvimento do imunizante.

Especialistas independentes de saúde da Índia criticaram a aprovação da Covaxin. Para eles, foi apressada e houve falta de transparência que “levantaria mais perguntas do que respostas e provavelmente não reforçaria a fé em nossos órgãos de decisão científica”.

A Covaxin foi desenvolvida pela Bharat Biotech em parceira com o Conselho Indiano de Pesquisa Médica, que é estatal.

O plano do governo é vacinar cerca de 300 milhões de pessoas até agosto com as vacinas Covaxin e Oxford/AstraZeneca, que recebeu autorização emergencial para ser produzida no país com a condição de não ser exportada.

Os dois imunizantes podem ser transportados e guardados em temperaturas normais de refrigeração.

Equipe TV Democracia

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