A primeira vacina do mundo contra o coronavírus foi batizada como Sputnik V. Uma homenagem ao satélite da antiga União Soviética. O presidente do...

A primeira vacina do mundo contra o coronavírus foi batizada como Sputnik V. Uma homenagem ao satélite da antiga União Soviética.

O presidente do fundo soberano envolvido no projeto russo, Kirill Dmitriev, disse nesta terça-feira (11), em Moscou, que a fase 3 dos testes com humanos começara amanhã (12) e que “mais de um bilhão de doses foram encomendadas por 20 países”.

No Brasil, o estado do Paraná, que estava em negociações com o governo russo desde o final de julho, também vai produzir a Sputnik 5. Mas, antes precisa da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O governador Ratinho Júnior (PSD-PR) e o embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov, vão assinar um convênio nesta terça-feira (12).

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por todas as etapas, da pesquisa à distribuição das doses.

Caso a Anvisa autorize os procedimentos, o diretor da Tecpar, Jorge Callado, prevê que a distribuição da vacina só aconteça no segundo semestre de 2021: “Antes da liberação, não há possibilidade de colocar nada em prática. Reitero que a prudência e a segurança são palavras-chave nesse processo. É importante essa assinatura (do convênio) para que a condição de troca de informações comece”.

Segundo as autoridades russas, a terceira fase de testes clínicos com humanos começa nesta quarta-feira (12), com 2 mil voluntários do Brasil, Arábia Saudita, México, Emirados Árabes e da própria Rússia.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, o governador João Doria (PSDB-SP) disse nesta terça-feira (11), que o Instituto Butantan não vai produzir a vacina russa.

Ele lembrou que São Paulo já tem uma parceria com o laboratório chinês Sinovac para a produção da Coronavac e que não há motivo para trabalhar com mais uma alternativa: “A (vacina) russa não. Não sou capaz de avaliar se é boa ou não é, se tem o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS). Não quero fazer pré-avaliação. Pelo Butantan, não. Houve uma procura, mas foi respondido que já temos uma associação com o laboratório chinês Sinovac para a produção da Coronavac. Não faria sentido algum ter uma segunda alternativa no mesmo Butantan”.

A vacina russa não precisa de aprovação da OMS e está sendo registrada pelo governo do presidente Vladimir Putin sem passar por todos os protocolos exigidos pela instituição.

Equipe TV Democracia

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