Pela sexto mês consecutivo as vendas do comércio varejista registraram alta e, em alguns segmentos, já superaram com folga os níveis pré-pandemia do coronavírus... Vendas no varejo fecham em alta pelo 6º mês consecutivo

Pela sexto mês consecutivo as vendas do comércio varejista registraram alta e, em alguns segmentos, já superaram com folga os níveis pré-pandemia do coronavírus

Em outubro, elas cresceram 0,9% em relação a setembro.

Na comparação com o mesmo mês de 2019, a alta foi de 8,3% e ficou próxima da maior para um outubro desde 2012 (9,2%).

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (10).

“O patamar do varejo bateu recorde pela terceira vez seguida, ficando 0,9% acima de setembro e 8% superior a fevereiro, nível pré-pandemia. O crescimento, porém, foi desigual, mas, o patamar atual de vendas supera em 2,8% o pico mais alto do setor na série histórica, que havia sido alcançado em outubro de 2014”, disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O IBGE também anunciou os dados revisados do comércio dos últimos quatro meses.

Em junho, a alta foi de 8,6%, e não de 8,7%.

Em julho, avanço de 4,6% (antes tinha sido de 4,7%).

A taxa de agosto caiu de 3,1% para 2,9%, e a de setembro, de 0,6% para 0,5%.

Sete dos oito ramos pesquisados tiveram crescimento em relação a setembro.

As maiores altas foram do setor de tecidos, vestuários e calçados e o de livros, jornais, revistas e papelarias, ambos com 6,6%, seguidos por equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,7%) e pelo segmento de veículos, peças, partes e motos (4,8%).

O setor de supermercados, que causa maior impacto no índice, subiu 0,6%.

Apesar de ter sido o único ramo em queda em outubro, o de móveis e eletrodomésticos (-1,11%), é o que que tem o melhor desempenho no ano e o que mais superou os níveis de fevereiro, antes do início da pandemia (19%).

O pior desempenho é do segmento livros, jornais, revistas e papelarias, que amarga um tombo de 33,7%.

No acumulado do ano, a alta acumulada pelo comércio varejista é de 0,9% e, em 12 meses, 1,3%.

“Esse resultado de outubro mostra um repique para cima, que precisamos ter cuidado para avaliar como uma retomada da aceleração. No mínimo, mostra um folego da economia num patamar que já estava alto”, afirmou Santos.

Equipe TV Democracia

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