Os dois homens sorridentes da foto têm algo em comum. No dia 30 de junho, o da direita, o governador do Amazonas, Wilson Lima... Vice-governador do AM é alvo de Operação Sangria que apura fraudes na área da Saúde

Os dois homens sorridentes da foto têm algo em comum.

No dia 30 de junho, o da direita, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC-AM) foi alvo da primeira fase da Operação Sangria, que investiga desvios de dinheiro público na área da Saúde.

O da esquerda, o vice Carlos Almeida (PTB), é alvo da segunda fase deflagrada nesta quinta-feira (8) pela Polícia Federal (PF) autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além dele, outras cinco pessoas são investigadas.

O ex-secretário estadual da Saúde, Rodrigo Tobias, a ex-secretária executiva da mesma secretaria, Daiana Mejia, e mais três pessoas ligadas à cúpula do governo são alvos de mandados de prisão temporária.

A PF cumpre também nove mandados de busca e apreensão.

O STJ também determinou o sequestro de bens e valores de seis investigados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e fraude na dispensa de licitação.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o vice-governador, que foi secretário da Saúde durante três meses, tinha grande influência na área.

Almeida era consultado pela cúpula da secretaria da Saúde sobre contratos e pagamentos.

A PGR apontou práticas ilícitas como o direcionamento na contratação da empresa; sobrepreço e superfaturamento na aquisição dos respiradores; organização criminosa; lavagem de dinheiro; montagem de processos e adulteração de documentos, com a finalidade de encobrir os crimes praticados.

O Amazonas foi um dos estados mais afetados pela pandemia do coronavírus, com sérios problemas de falta de equipamentos e leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O governo estadual aproveitou a tragédia para praticar irregularidades.

Uma delas foi a compra sem licitação 28 respiradores de uma empresa de comércio de vinhos por R$ 2,9 milhões.

De acordo com a PF, houve um superfaturamento de 133%.

Na primeira fase da Operação Sangria, o governador foi alvo de mandado de busca e apreensão e oito pessoas, entre elas, a ex-secretária de Saúde, Simone Papaiz, foram presas por suspeita de envolvimento na aquisição irregular dos respiradores.

De acordo com o MPF, Wilson Lima exercia poder completo não apenas nos contratos de compra de respiradores como também de outras ações governamentais ligadas ao combate à pandemia.

A segunda fase é um desdobramento das investigações sobre um suposto esquema criminoso dentro do governo amazonense.

Em nota, a administração local informou que está contribuindo com a apuração dos fatos pela PF e órgãos de controle e que “a ação de busca e apreensão envolve, em grande parte, pessoas que já não fazem mais parte da estrutura de governo, bem como servidores que não atuam como ordenadores de despesas ou tenham poder de decisão na estrutura do Estado ou da investigação em questão”.

A defesa do vice-governador declarou que só vai se manifestar ao término da operação de hoje (8).

Equipe TV Democracia

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