Por Rafael Bruza Em entrevista exclusiva à TV Democracia, nesta segunda-feira (18), o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), fez críticas ao Partido dos... “Vocês nunca mais verão uma assinatura minha junto com a de Lula”, afirma Ciro Gomes

Por Rafael Bruza

Em entrevista exclusiva à TV Democracia, nesta segunda-feira (18), o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), fez críticas ao Partido dos Trabalhadores, acusou a sigla de não apoiar o Impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido) e afirmou que, após “ajudar esta gente (do PT) por 30 anos”, não participará de iniciativas políticas em conjunto com o ex-presidente Lula.

“O Lula é um líder populista que resolveu usar a extraordinária e merecida popularidade que adquiriu para simplesmente cifar um projeto de poder que está fazendo muito mal ao Brasil. Faz parte grave e central do problema, não da solução. Isso quer dizer que não vamos nos somar numa luta pela preservação da Democracia? Vamos sim. Mas não vou mais sentar com esta gente, tenho medo que roubem minha carteira”, declarou o ex-governador, que concorreu à Presidência da República nas eleições de 2018.

Acusações de antissemitismo

Na entrevista, o o ex-governador do Ceará também comentou a nota da Confederação Israelita do Brasil (Conib), divulgada no último domingo (17), que o acusa de antissemitismo.

Ciro criticou novamente o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores por usarem bandeiras dos Estados Unidos e Israel em manifestações de rua. O ex-governador aponta que o Governo Bolsonaro beneficia estes países em suas políticas e alega que denunciaria o uso de outras bandeiras, caso fossem usadas.

“Todo domingo o Bolsonaro desce a rampa do Planalto com uma bandeira dos Estados Unidos e ums de Israel. Aí vem o cara dizer que sou antissemita. Se fosse a bandeira de Uganda, eu denunciaria também. O que estão fazendo as bandeiras dos EUA e Israel na rampa do Palácio do Planalto? Isso é simbólico”, afirma.

A fala do ex-governador responde nota da Conib, que classifica sua posição como um “ataque antissemita”.

“É evidente que todos os candidatos devem ter recebido doações de pessoas de diferentes orientações religiosas. Ao particularizar a origem judaica de eventuais doadores, Ciro reforça seu viés antissemita, que já é alvo de inquérito pedido pela Conib e pela Sociedade Israelita do Ceará na Justiça”, continua o comunicado.

Assista:

 

Fabio Pannunzio

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